Aquela tal da “Inovação”

Você acorda de manhã e a manchete do jornal é: “Empreendedor inova na maneira de auxiliar o transporte público”. Abre seu Facebook e seus amigos comentam sobre inovação. Enquanto aguarda o seu Uber entra no Instagram e vê que empresas fazem posts falando de Inovação e você ainda não sabe direito o que é… Até que – boom! – se dá conta de que em menos de uma hora utilizou três plataformas até então “inovadoras”! Mas afinal…

Por que inovar?

São trazidos à tona dois conceitos empreendedores aonde mostram o porque de inovar, atualmente:

  • As empresas que não inovaram nos últimos anos acabaram perdendo relevância no mercado e em sua trajetória. (Case de exemplo: BlockBuster e Netflix)
  • As empresas que inovam demonstram crescimento da receita, ganho de margem, valorização do mercado de capitais. Empresas inovadoras veem, recorrentemente, superando o Ibovespa, veja.

Diante disso é notável que inovar não é um movimento para se manter relevante, mas também para se manter vivo.

O ponto central da inovação é: Todas as vantagens competitivas que as empresas conseguem desenvolver atualmente são transitórios, ou seja, geram uma vantagem por um tempo limitado até que seja copiado e melhorado. Por esse motivo a inovação deve ser contínua.

Te mostro aqui os: Drivers da Inovação

Existem 4 pontos que estimulam a inovação mundialmente. São eles:

  • Descontinuidades

Transformações econômicas, políticas, tecnológicas e do comportamento das pessoas enquanto sociedade tem aberto oportunidades para inovar.

  • Consumidores

Os consumidores querem sempre algo novo. O ambiente de consumo está sempre exigindo das empresas ideias novas, soluções, produtos e processos para aproveitar a mudança de comportamento da sociedade.

  • Concorrência

As barreiras que mostravam quem competia com quem acabaram, não existe mais um telefone, uma máquina fotográfica ou um computador, existe tudo isso dentro do seu bolso. A definição de com quem competir deixou um pouco de fazer sentido. São arenas onde vários conceitos disputam entre si buscando um melhor resultado. Essa mudança no processo competitivo exige inovações.

  • Pressão Interna

Crescer 20% em um ambiente em que o PIB (exemplo brasileiro) cresce menos de 5% exige inovações. Buscar conceitos onde a performance de certo conteúdo seja melhor do que o crescimento orgânico da economia não se faz fazendo as mesmas coisas.

Muito Blá Blá Blá… Mas o que é Inovação?

Para entender a inovação antes é necessário entender o que não é.

Inovação não é melhoria.

Os pequenos ajustes feitos no dia a dia são fundamentais para a performance de uma empresa mas não são inovações que os colocam à frente dos demais (case de exemplo: evolução do iphone).

Inovação não é criatividade

A criatividade é a matéria prima para inovar mas sem resultado algo não pode ser considerado inovação.

Inovação não se resume a produtos

Têm-se a noção de que a inovação é o novo IPhone mas a inovação vai muito além de seu produto.

Inovação não é adequação

Em um ambiente onde todos utilizam um conceito e logo depois você passa a adota-lo você não está inovando você apenas esta se adequando ao ambiente (case de exemplo: Google+ frente ao Facebook).

Agora que você já está ciente do que não é inovação, vamos ao conceito puro e verdadeiro do que define esse fato.

Inovação é transformar novas ideias em resultados. Se não tem resultado não é inovação. A inovação é uma ideia não somente para a sua empresa mas também para o mercado e sociedade a sua volta.

Tipos de Inovação

A inovação está presente em quase tudo, neste momento vou separar alguns conceitos para facilitar, um pouco, o entendimento.

A inovação pode estar presente na oferta, isso é, no produto. Como, por exemplo: IPod e IPhone. O conceito usado pela Apple era um segmento de consumo onde anteriormente não era atendido de forma qualificada.

Quando falamos de segmentos ainda não atacados estamos falando de inovação no meio de clientes. Ao atacarmos um ambiente ou público, antes, inexplorado, deve-se inovar.

A inovação nos processos define que devemos repensar como as coisas são feitas, isso é, transformar as coisas são feitas em qualquer tipo de mercado.

A inovação na presença define como “atacar” o público alvo, seja por mídias sociais, presencialmente, etc.

Cadeia de Valor da Inovação

A cadeia de valor traduz quatro fases que simbolizam o processo de inovação. São elas:

A idealização que é conhecida pela captura de insights, identificação de problemas e vivencias de experiência, além do estudo de alternativas e geração de ideias.

A conceituação que é conhecida pelo momento no qual utilizamos parceiros fora e dentro da empresa para refinar a ideia originalmente proposta na idealização (case exemplo: o viagra, originalmente, era um remédio para hipertensão).

A experimentação, conhecida pela fase de testes e pela análise de incertezas e mais uma vez refino de ideias.

E, por último, a implementação, fase pela qual é feita a demonstração, aplicação e venda.

Por fim, gostaria de acabar com uma frase de uma das empresas mais criativas e inovadoras, na minha opinião, atualmente: a Pixar

“Não há criatividade e inovação quando você replica o que deu certo no passado por total temor ao risco de testar o novo.”


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