Ontem estava ouvindo uma entrevista do CEO da Netflix, Reed Hastings, sobre a dificuldade de entender o que o público deseja. Ele deu um exemplo. Disse que as pessoas normalmente falam que querem ver filmes cults como a Lista de Schindler, mas estão mesmo é assistindo os filmes com o Adam Sandler.O dilema dele é o mesmo enfrentado por muita gente: tentar entender o que se passa na cabeça do público na hora de escolher determinado produto. No caso de quem produz conteúdo, isso é mais complicado ainda.

Para tentar jogar luz neste assunto, o Google divulgou uma pesquisa que buscou entender o consumo de conteúdo no Brasil, especialmente o de vídeo. Na pesquisa, podemos identificar alguns padrões bem legais de motivação do brasileiro. Esses padrões podem ser explorados por quem quer se conectar por meio de vídeos com algum grupo específico de pessoas.

A principal busca é por entretenimento, gente querendo relaxar, se emocionar, elevar o astral. Mas as outras motivações merecem nossa atenção, como busca por conhecimento, conexão e identidade.

Essas duas últimas considero as mais interessantes para quem quer criar um público fiel. Como o próprio relatório do Google afirma, quando consomem vídeos, as pessoas também querem se reconhecer como indivíduos e ver o mundo à sua volta retratado em toda sua pluralidade.

Quando nós buscamos vídeos, queremos algo que nos represente, que nos inspire, que possamos nos reconhecer e encontrar respostas para os mais variados problemas ou angústias. E quem me oferecer isso vai ter meu coração e meus cliques.

Os vídeos podem oferecer acolhimento e grupos com quem possamos nos identificar. Aí que acho que existe um potencial para ser refletido e explorado! Pergunte-se o que o seu publico precisa, como ele é, quais anseios tem e busque formas autênticas de preencher essas necessidades!

E, aí? Já tem feito algo parecido? Conhece iniciativas bacanas como exemplo? Compartilha aqui!